
O Sal é a chave de um inovador mecanismo de produção de
energia eléctrica na Noruega!
O mecanismo é simples e baseia-se no fenómeno de osmose: quando a água doce e a água salgada se encontram separadas apenas por uma membrana, gera-se um afluxo de água doce na direcção do fluxo de água salgada, causando um aumento da pressão desse lado da membrana que pode accionar uma turbina gerando electricidade.
A osmose é um processo básico na natureza e que é usado a nível industrial nos processos de dessalinização. No entanto, cientistas noruegueses descobriram uma outra forma de utilizar este mecanismo, agora para gerar electricidade.
Os investigadores construíram o protótipo de uma central eléctrica osmótica na margem do fiorde de Oslo e que tirará partido do fenómeno de osmose e do encontro da água salgada com a água doce: quando os dois tipos de água se encontram de lados diferentes de uma membrana que retém o sal mas deixa passar a água gera-se um afluxo de água na direcção da água salgada, o que causa um aumento de pressão que pode ser utilizado para accionar uma turbina e gerar electricidade.
Embora o protótipo agora construído seja de pequena dimensão, gerando apenas 4KW, o objectivo é mais tarde aplicar o princípio a grande escala, numa central que entre em funcionamento até 2015 e que produzirá cerca de 25 MW de electricidade, o suficiente para abastecer 10 000 lares.
Uma das vantagens desta nova tecnologia em relação às que aproveitam a energia solar ou eólica é que produz uma quantidade de energia estável e previsível independentemente das condições atmosféricas, elucida Stein Erik Skilhagen, que dirige o projecto.
Se quiseres saber mais, visita o link: www.wbcsd.org.
Nesta segunda-feira, dia 7 de Dezembro de 2009, começou a Cimeira
da ONU sobre o Clima, em Copenhaga.
"Please Help the World" é o seu filme de abertura.
Mais um vídeo publicitário... ;)

Um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), apresentado em Banguecoque, revela que a crise mundial teve efeitos benéficos no meio ambiente, uma vez que provocou uma diminuição nas emissões de dióxido de carbono (CO2) em três por cento (3%) durante o ano de 2009.
A redução da actividade industrial verificada desde Setembro de 2008, altura em que a recessão económica começou a ganhar forma, é apresentada como a principal causa da contracção mundial de emissões.
Esta descida é a mais significativa dos últimos 40 anos, visto que até ao momento tinha havido um aumento de três por cento, por ano, precisou Fatih Birol, economista-chefe da AIE (Agência Internacional de Energia).
Além disso, o relatório declara que um quarto desta diminuição é resultado das políticas públicas para a redução das emissões poluentes, nomeadamente as que foram lançadas nos EUA, as medidas de estímulo à eficiência energética na China e a meta da União Europeia em baixar as suas emissões até 20 por cento em 2020.
A última queda dos níveis de CO2 (1,3%) tinha sido registada em 1981, no contexto da recessão económica motivada pela crise do petróleo.
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FONTE: www.cienciahoje.pt

